quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Europa e o skate.

Um diálogo...

- Você conhece Barcelona?
 - Sim.

- Já visitou então a Casa de Batlló?
 - Não, fui ao Macba...

- Por que?
 - Fui andar de skate...

- Você conhece Praga?
 - Sim.

- Já visitou então a Ponte Carlos e o Orlej?
 - Depois que não parou mais de chover...
- Por que só depois?
 - Porque fui pra andar de skate. E só na Stalin...




-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH... Então você nunca visitou estes países...!
  - Não... Fui andar de skate.





quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Cade o livro do Digo Menezes?



Depois de um gap de quase dois anos, vou alimentar esta parada como tem que ser. Passando os problemas pessoais... Vamos em frente...

Semana passada estava almoçando com a Dona Cida, minha mãe, e demos uma raspada na Livraria Saraiva em são Caetano do Sul - SP. Chegando na livraria me deparo com algo no minimo audascioso: Um Livro sobre o primeiro brasileiro campeão mundial de surf, Gabriel Medina.

O livro do Gabriel Medina por Tulio Brandão, pela editora Primeira Pessoa, conta pelo que é previsível, a história de vida emocionante, muito provavelmente, do moleque de 21 anos de idade.

Não tiro os méritos dele, pois o feito é realmente histórico e digno de orgulho. Mas acho que já é um pouco demais isto.

Considerando o skate board como sendo um esporte mais popular que o surf, bem próximo do futebol, a mídia deveria se orientar mais com relação a isto, inserir a importância que realmente tem. Há vinte anos atrás o Brasil tinha dois campeões mundiais: Bob no Canada e Digo na Alemanha, em etapas do Vertical. Poucos sabem disso, dentro e fora do universo do skate; o Gabriel Medina tinha apenas dois anos.

A mídia especializada e até os próprios skatistas, atualmente não ajudam também com relação a isto. Com a idéia de que "somos diferentes", ou "não precisamos de ninguém", ou a tal da "humildade", ajudam o mercado do skate e até mesmo a mídia especializada a andar em passos bem curtos.

Assim como o Skateboard, o surfboard no Brasil também foi de forma igual, muito descriminado, mesmo tendo uma expressão consideravelmente menos com o skate nacional. Mas ainda sim conseguem atrair e conseguir algo  que move um mercado que atualmente é mais forte que o mercado do skateboard. Sem hipocrisias por favor; ninguem come shape e nem truck... Shape da tal da Girl, que não da nem as caras por aqui custa caro, e é pago em dinheiro.

Vamos se atentar rapaziada! O skate precisa dar mais camisas, patrocinadores fortes, gerenciamento competente e midia mais forte. Sem esta história de que tudo que é feito pelo skate é importante e legal... Não é assim; e não deixar perder histórias de fato como a de grandes skatistas que tem só de skate, bem mais que a idade do rapazinho do surf.

MÚSICA: Replicantes: Surfista Calhorda

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Retorno da és! Prefiro a Ous!

Quanto tempo! Vou voltar este ano mas vou reformular este blog. Pra poder fazer com que as realidades fiquem mais explicitas sobre a midia, marca e sobre os skatistas...

A és voltou esta semana para uma campanha no dias dos namorados gringo que foi semana passada ( e um bando de babaca paga pau de gringo, comemora aqui no Brasil também ).

E como existe um bando de paga pau de gringo por ai, nego ta todo saidinho por ai falando da volta da és... Eu prefiro a Ous. É nacional!


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O subestimar como ele é!

Falai... Correndo? Bom... Não sou velho, mas perante a muitos estilos de vida, já estou avançado com a idade. Descobri uma das coisas que todo mundo corre contra, e que na verdade é muito bom: Adquirir idade!

Tem uma época da vida que parece que você tem que demonstrar o quanto gosta e o quanto o skate "por exemplo" é importante na sua vida. Faz coisas que não gosta, para fazer valer a frase: "Quem não é visto não é lembrado!"

O problema é que as pessoas tem um ego tão enorme que perdem totalmente o sentido do que buscavam. Estou próximo dos trinta anos, e dentro deles eu acompanhei e vivenciei muito do que é o skate hoje, e agora, em um momento de estopim do skate, o que eu vejo é a hipocrisia batida com rótulos.

O skate é feito de arte, superação, amizades, técnica, comportamento... É isto o que o skate se forma, de  caminhos e opções relevantes em qualquer situação, e isto não significa que todos do skate é assim. É ridículo achar que todo mundo tem que ter todas as coisas do que o skate é formado, sem que na vida ninguém se forma com todas estas disciplinas. É ridículo ver que fulano não tinha, por mais que amava o skate, a técnica e a disciplina de se tornar profissional, e achar que começar a tirar foto, por exemplo, faz dele uma pessoa do skate. E quem é realmente fotógrafo, editor, videomaker, aperfeiçoando as técnicas a favor do esporte, desde os primeiros passos? Muitos fazem isto não por achar importante o nome no skate, mas porque gostam. E pelo que tanto vi e defini o skate pra mim nestes anos, vejo que a dedicação positiva no esporte nasce em quem é dele...

Conceitos de marcas que quem fez foi na onda, milhões de vídeos de skate, porque se você anda de skate tem que ter parte em video, mesmo que seja o da rua... Conceitos de que quanto mais contra e fora do sistema, você é "cool", sendo que na verdade você é mais um... A ideologia do " Skate or die, skate por amor, eu amo skate, todos no skate são iguais, eu lifestyle do skate, sem considerar esporte, e que quando se ameaça em outra realidade, se diz atleta... É isto prejudica o skate.

Eu quero ser tão contra, que minha camiseta eu compro na barraquinha da ladera porto geral, mas meu tenis tem que ser o ultimo do Koston. Isto mostra a hipocrisia e a ignorância de muitos no skate. Mostrar o quanto é subestimado os bastidores do skate, pessoas não se aguentam, de tanto que cada um quer mostrar quem é mais esquerda, ninguém se aguenta de falar que e amigo de fulano... Ninguem se aguenta de que mesmo nao gostando nem do evento e nem da cerveja, posta no caralho a quatro, para falar que é envolvido... Envolvido com o que porra? Ta confuso? Se perdeu? Não amigo, se você ve realmente o skate, sabe que o melhor é o que esta em você. E não ver o que querem mostrar, ou viver achando que o lado "alternativo estrela de mostrar" vai ter fazer bom.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

UNDEREXPOSED

Underexposed, é um documentário que saiu este ano na gringa. Com um nome bem sugestivo, principalemente no mundo do skate, que sugere algo do tipo, sem espaço, sem oportunidade... Sem exposição.
 
O problema no entanto, é o fato deste titulo, ser vinculado ao skate feminino. Sem exposição, sem espaço, e sem a divulgação mereceida na minha opnião. O Underexposed, é simplesmente fantástico com grandes nomes do skate como Steve Caballero, Ed Templeton, Lance Montain, falando sobre o quanto  pode estar envolvido o skate feminino, as mulheres no universo skate atual. O skate dizem tanto que é a união da galera e de todos, e ainda vamos ter competições, ou distinções de genero? Leticia Bufoni deixa muito pro no chinelo, por que ela tem que ter uma distinção de genero? O skate tem que ser para todos e feito de todos, e ser destque por não ter  distinção. O espaço feminino deve ser um espaço como de qualquer outro skatista, independente se for na midia impressa na prática do esporte, na produção de filmes, no desenvolvimento de marcas, conceitos...
 
O skate tem que ter mais espaço para mulheres sem distinção. O skate paradise é filho da Helga Simões, o skate tem que ter mais "Helgas". Vi uma pequena nota falando sobre este documentário, e vejo a mídia hoje falando que é super atual, com suas noticias... E só mostram as mesmas pessoas. Com mais meninas no skate, ficariam muito mais criativo, com alto nivel em todos os sentidos, e muito mais bonito!

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Marc Jonshon e a hipocrisia tupinikin!

Nos últimos dias, estou vendo pelo facetruque, várias postagens sobre a ultima entrevista do Marc Jonshon. Afinal quando um skatista do gabarito dele fala, todo mundo ouve, e realmente deve-se ouvir, afinal o skate deve e muito a esta lenda, que com certeza cravou seu nome e seu estilo no universo skate.
 
Agora comentando sobre a entrevista do Marc Jonshon, ele realmente falou o que muitas pessoas já sabem. A GEE (Grande Marca Esportiva) como ele disse foi indo, foi indo, até entrar no mundo skate, muita gente recusou no passado ofertas da GEE, por não ser uma marca do skate, o Bob foi um dos primeiros a dizer não. Só que em contra partida, todo suporte e a valorização que o skatista merece de fato, eles dão, todo o suporte, diferente das MTS (Marca de Tênis de Skate), que é realmente de skatistas, mas ai entra naquele mundo ridiculo de "TUDO PELO SKATE",  e poucos ganham e o skatista principal ferramenta, não é valorizado.
 
Agora o que mais me assusta, é que de fato, isto tudo é verdade, mas o mercado que o Marc Jonshon se refere, com certeza não tem a ver com o que acontece no Brasa. Aqui não se da nenhum valor a marcas nacionais, e ainda se importam com o que acontece lá fora. O legal é ter tudo GRINGO, bla bla bla, e na verdade é muito pior, porque além de sustentar o mercado americano, desprezam as marcas brasileiras.
 
Ao invés de se preocupar com a situação do mercado americano com a entrada da N... , porque não se voltar todos que possam realmente influenciar isto, e começar um trabalho de evolução das marcas nacionais e valorização das marcas nacionais, com a meta de chegar ao nivel americano e parar com esta pagação pra marca gringa?
 
O nixo Brasa não tem que ser só de skatistas para o mundo. Tem que ter as marcas nacionais com histórias fantásticas dentro do skate juntos. E as marcas também tem que dar mais valor ao skatista, que como o próprio Marc Jonhson disse: "A marca só é boa quando um skatista aprova". Este consenso tem que ter no Brasil, e fazer isto aqui girar como um todo, marca e skatista.



terça-feira, 25 de junho de 2013

Mais profissionalismo!

Vinte dias sem postar nada... Não pode, foi realmente uma falha, misturada com falta de tempo, mas que não vai acontecer mais, que aliás vai futuramente, virar meio que uma obrigação, mas isto falaremos mais adiante.

Shape nacional, shape gringo? Tênis nacional, tênis gringo? Tudo gringo, ou nada gringo? O que da pra comprar gringo?

É caríssimo realmente um skate, com acessórios gringos. Se você for montar um bacana mesmo, pode chegar a 1000 reais fácil. Difícil realmente, dificil para nós montar um skate com este valor, se você não tiver um esqueminha, ou tiver um patrocinio, fica complicado, só sendo boy (que não é o caso de muitos).

A verdade é que realmente não é interessante alimentar o mercado externo. Não acho que deve ser alimentado, marcas que não dão a minima para o Brasil (Tem muitas assim: Girl, Chocolate...), e nós ainda vamos atrás. Estas marcas realmente tem um diferencial, uma qualidade que não achamos no Brasil, por um motivo até ignorante por parte de muitos de nós aqui. Que é o profissionalismo com o skate.

Quando você faz achando que é tudo pelo skate, que é pela paixão, as vezes agindo desta forma, temos uma tendência em agir de forma não profissional. Não é tudo que é do skate, que tem que ser feito por skatista. O Luan de Oliveira é um dos maiores skatistas do mundo atualmente, mas pede para ele fazer um tênis? Um shape? Um eixo... Ele pode até dar dicas, mas exatamente os estudos para um bom material, a redução de custos do processo, mantendo qualidades especificas, para chegar com um bom preço para o consumidor, exige profissionais de outras áreas.

As produções hoje do skate deve passar por um processo de renovação. Eu não quero que uma marca de shape minha por exemplo, seja feita no fundo de casa de um ex-skatista profissional que aprendeu as coisas nas coxas, e leva as coisas mais pelo seu nome como skatista, do que pelo seu trabalho manufaturando shapes. A qualidade de um shape gringo da, com toda certeza, além de eixos e rodas, para serem feitas aqui no Brasil, tenho certeza absoluta disto. O problema são os profissionais da área trabalharem de forma maciça, para atingirem esta qualidade, de uma forma mais disciplinada, sem tantos amores pelo skate, e mostrando mais o lado afetivo do que profissional. O mercado nacional perde porque a falta de profissionais competentes para isto. Devagar e evoluindo consegue-se sim manter uma qualidade alta aqui no Brasil, e tirar marcas que não apoiam e nem querem apoiar o skate nacional! Vamos parar de amadorismo. Todos gostam do skate, e fazer direito também é obrigação com o skate.